Pintura do Romantismo brasileiro
Em termos ideológicos a pintura do Romantismo brasileiro girou principalmente em torno do movimento nacionalista orquestrado habilmente pelo imperador Dom Pedro II, ciente dos problemas oriundos da falta de unidade cultural num país tão vasto e interessado em apresentar uma imagem de um Brasil civilizado e progressista diante do mundo. Esse nacionalismo encontrou expressão maior na reconstrução visual de eventos históricos importantes, no retrato da natureza e dos tipos populares, e na reabilitação do índio, legando um corpo de obras de arte que até hoje figura com destaque nos museus nacionais, e cujo simbolismo marcante e efetivo contribuiu de maneira poderosa para a construção de uma nova identidade nacional e fez alguns de seus exemplos mais bem conseguidos penetrarem indelevelmente na memória coletiva do povo brasileiro.[1][2]
O Romantismo internacional
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- O romantismo não se encontra nem na escolha dos temas nem em sua verdade objetiva, mas no modo de sentir. Para mim, o romantismo é a expressão mais recente e atual da beleza. E quem fala de romantismo fala de arte moderna, quer dizer, intimidade, espiritualidade, cor e tendência ao infinito, expressos por todos os meios de que as artes dispõem"..[4]

O Anjo da Morte (1851), de Horace Vernet, que foi um dos mestres de Pedro Américo. Uma obra típica do Romantismo sentimental da segunda metade do século XIX
Assim, o Romantismo é de fato um movimento complexo e contraditório, que tanto nasce do classicismo e dele bebe à larga, como o rejeita, e luta até consigo mesmo. Sua ênfase no individualismo acabou naturalmente por gerar uma enorme multiplicidade de abordagens estéticas e corpos ideológicos, e fez com que enfim seus integrantes se sentissem tipicamente desenraizados, apátridas e incompreendidos. Segundo Hauser, "os objetivos artísticos tinham-se tornado demasiadamente pessoais, o critério de qualidade artística, demasiadamente diferenciado, para que se pudesse falar em escolas".[8]
Antecedentes estéticos e ideológicos
Apesar de emergir como uma corrente dominante na pintura somente entre 1850 e 1860, o Romantismo no Brasil deitou raízes nas primeiras décadas do século XIX, com o aparecimento de vários naturalistas estrangeiros que vinham em busca de terras ainda por explorar. Além da motivação puramente científica dessas expedições, entre eles havia diversos pintores e ilustradores impulsionados pela tendência romântica de valorização da natureza e pelo fascínio para com o exótico. Thomas Ender foi um deles, participante da Missão Austríaca e focado nos "encontros étnicos" que ocorriam na paisagem urbana e arredores do Rio de Janeiro. Outro, integrante da Expedição Langsdorff, foi Rugendas, que, segundo Pablo Diener, estava "possuído da emoção que o romantismo alemão define como Fernweh, isto é, nostalgia pelo distante". Em suas aquarelas, depois reproduzidas como gravuras, tendia a retratar o índio e o negro de forma idealizada, quase heróica, mas não se fazia cego para os seus sofrimentos. Tampouco ignorava a majestade da paisagem brasileira, negando-se a atender às solicitações de exatidão científica de seu contratante e assumindo uma atitude criativa independente que era essencial para os românticos do velho mundo.[9][10]
Rugendas: Negro e Negra n'uma Fazenda. Acervo Artístico-Cultural dos Palácios do Governo do Estado de São Paulo
Debret também deve ser lembrado como um artista cuja obra, que de uma origem neoclássica rigorosa, chegando ao Brasil enlanguesceu, adaptando-se ao clima e à informalidade do ambiente tropical. Ficou impressionado com a melancolia dos escravos, o banzo, e a retratou em várias aquarelas, das quais é célebre a Negra tatuada vendendo cajus. O conjunto de sua obra em aquarela, reunida na Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil, publicada na França, é um documento humano e artístico inestimável da vida brasileira de sua época, onde o Neoclassicismo praticamente desaparece substituído por uma descrição empática e naturalista do negro cativo que tinha um fundo humanista tipicamente romântico.[13][14]
Esses artistas contribuíram para de certa forma "redescobrir" o Brasil, tanto para os europeus como para os próprios brasileiros, já que os 300 anos de colonização não haviam tornado sua realidade especialmente visível. Ademais, o início de urbanização que se processava, de limites ainda difusos, favorecia a captação da vida citadina dentro do espírito integrador do paisagismo romântico tradicional europeu. A peculiaridade do processo brasileiro, segundo Vera Siqueira, está em que
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- "toda essa visão pitoresca da cidade está relacionada ao esquema intelectual europeu que, desde Rousseau, tende a pensar na natureza como espaço de pureza, de saúde física e espiritual. Entretanto, no traço dos viajantes nem sempre podemos perceber esse tipo de idealização burguesa, na medida em que esta exigia, por pressuposto, a experiência cívica da cidade moderna. Em solo tropical, tal ausência termina por postular uma insuficiente distinção entre natureza e cidade, ambas afetadas intimamente por uma sorte de inarticulação original. Não se pode transpor a idealidade nem para a natureza, nem para a experiência urbana, devendo esta se alocar no futuro de uma promessa pretérita, nas pontas de uma História não realizada, cujos signos permanecem desconhecidos, a serem redescobertos".[15]
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- "uma configuração mítica da realidade brasileira partindo das possibilidades reveladas pela autonomia política. Essa conformação mítica, ancorada na exaltação da natureza e dos naturais do Brasil, passa a ser reproduzida ao longo do período que se estende de 1840 a 1860, momento de consolidação do Estado monárquico brasileiro".[17]
A conjuntura sócio-econômica-cultural
Na esfera econômica e social, antes da Independência boa parte das riquezas naturais, do pau-brasil, do ouro e dos diamantes, havia sido entregue a Portugal, e até a chegada de Dom João VI o país continuava a ser uma simples colônia com objetivos puramente extrativistas. Era desestimulada a educação superior e mal havia recursos para a educação mais básica da população residente. Quando a corte portuguesa chegou, encontrou um território em verdade espoliado, inculto e pobre. Obrigado pelas circunstâncias e na incerteza acerca do regresso à metrópole, o rei deu início a um processo de abertura internacional e de desenvolvimento econômico mais progressista. Mas esse florescimento durou pouco, e logo o Brasil foi abandonado, tentando-se mesmo a imposição, fracassada com a Independência, de uma volta ao modelo colonialista anterior.Artisticamente a presença da corte propiciou alguns avanços, como a fundação Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios, antecessora da Academia Imperial, e a vida cultural do Rio àquele tempo tornou-se de súbito bastante rica. Da mesma forma, a partida do rei esvaziou a cena tão rápido como a povoara.[12] O processo da Independência também custou caro para os cofres do novo império. Dom João VI em sua partida sacou uma fortuna do Banco do Brasil, causando na prática quase uma bancarrota nacional, a Inglaterra embolsou dois milhões de libras para reconhecer o Estado independente, e a nova casa imperial teve de enfrentar séria redução em seus gastos com arte.[19][20][21] E não havendo tradição sólida e antiga de educação e prática artística em nível superior no país, até mesmo as elites locais eram em grande parte provincianas.[12]
Com a estabilização do Segundo Reinado o quadro melhora de figura, mas não significa que se tenha tornado pródigo, longe disso, e o ambiente se caracterizou sempre mais pelo acanhamento. Em relação à opulência das grandes cortes européias os palácios brasileiros mais se assemelhavam a casarões da pequena nobreza. Até a coroa para a ascensão de Pedro II teve de ser feita com o aproveitamento de material da coroa de seu pai. No que diz respeito aos gastos com a Academia, não ultrapassavam oitocentos e vinte contos de réis, incluindo as bolsas de estudo, os salários, a manutenção dos equipamentos e do prédio e as aposentadorias, um valor que equivalia à despesa de verão da família imperial em Petrópolis e metade do gasto com as cavalariças. Quanto ao mercado de arte da época, permaneceu sempre magro, consistindo quase exclusivamente na pessoa do imperador e seus familiares.[12][22]
A criação de um rosto para o Brasil
O Romantismo brasileiro atingiu seu ponto alto quando na Europa o movimento em sua forma mais extremista já havia arrefecido há muitos anos, perdera sua veia arrebatada e transcendental, sua violência e seu gosto pelo fantástico e pelo bizarro, e havia se acomodado em uma arte da burguesia ilustrada e endinheirada, mas conservadora e sentimentalista, que havia renegado boa parte dos ideais igualitários da Revolução Francesa e do ímpeto viril do imperialismo napoleônico. Foi este Romantismo de terceira geração a fonte principal para o desenvolvimento da versão brasileira no terreno da pintura, que aconteceu quase exclusivamente no círculo da Academia Imperial de Belas Artes.A despeito dos tropeços, foi no Segundo Reinado que a Academia Imperial entrou em sua fase mais estável e produtiva, controlada de perto pelo próprio monarca, e foi nesta fase, estando suficientemente preparados os meios para tal, que o Romantismo brasileiro encontrou condições de florescer na pintura, produzindo os seus principais nomes: Victor Meirelles, Pedro Américo, Rodolfo Amoedo e Almeida Júnior, além do trabalho precursor de Manoel de Araújo Porto-alegre. Sua obra foi fundamental para elaboração de um imaginário simbólico capaz de aglutinar as forças nacionalistas em ação naquele momento, que buscavam por todos os meios obter uma equiparação do Império brasileiro com os Estados mais "civilizados" da Europa e "não deixar ao gênio especulador do estrangeiro a tarefa de escrever a nossa história", como explicitou Januário da Cunha Barbosa, o secretário do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil, outro órgão empenhadíssimo nesse processo.[12][24][25]
Mesmo que tenha havido um sistema de bolsas de estudo com viagem à Europa para os artistas mais destacados ampliarem seus horizontes, se faziam recomendações para evitar influências perturbadoras como as de um Delacroix, por exemplo, que poderiam suscitar dúvidas a respeito da legitimidade de um governo que recém se estabelecera depois de longa dependência portuguesa, e nesse sentido, uma das facetas do Romantismo brasileiro foi sua sistemática recusa à lembrança de Portugal, passando os locais a buscar educação e inspiração na França ou, em menor grau, na Itália.[22]
Sorte melhor teve o índio. Depois de séculos de perseguições e massacres, agora o Estado incentivava seu retrato, completamente idealizado, diga-se, como o protótipo ideal de uma cultura pura e integrada ao seu ambiente e como a outra etnia reconhecida como formadora da nova nação. Nascia o movimento indianista, um grande canal de expressão para visões românticas, com manifestações ainda mais intensas na literatura e nas artes gráficas.[12][22] Não admira que nas regalia de Dom Pedro II esteja incluída uma murça de penas de tucano, inspirada na arte plumária dos caciques indígenas, já que no dizer de Lilia Schwarcz
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- "nas imagens da época, o indigenismo deixa de ser apenas um modelo estético, para incorporar-se à própria representação da realeza: o império realizava, então, uma "mímesis americana" (Alencastro, 1980:307). É assim, que ao lado de alegorias clássicas surgem indígenas quase brancos e idealizados em ambiente tropical, ou então querubins e alegorias que compartilhando espaço com os nativos passam a encarnar um passado mítico e autêntico".[29]
Nomes centrais
Araújo Porto-
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- "As novas aulas, que o Governo Imperial offerece (…) hoje á mocidade n'esta reforma do ensino, vão abrir uma nova época para a industria brasileira, e dar á mocidade uma segura subsistencia. N'ellas receberá o artifice uma nova luz, negada ha trinta annos por aquelles que vivem de uma parte do seu suor; n'ellas se subtrahem mais uma parcella da divida contrahida no Ypiranga; porque uma nação só é independente quando permuta os productos da sua intelligencia, quando se satisfaz a si propria, ou quando se levanta a consciencia nacional, e sahe da arena tulmutuosa, onde se debatem as contradicções internas com as externas, para se occupar dos seos progressos materiaes como base de sua felicidade moral. Nestas novas aulas terá elle um manancial fecundo em todo o seu futuro, uma nova vista para estudar a natureza e admirar a sua infinita variedade e formosura. (…) Mocidade, deixai o prejuiso de almejar os empregos publicos, o telonio das repartições, que vos envelhece prematuramente, e vos condus á pobresa e á uma escravidão continua; apliccai-vos ás artes e á industria: o braço que nasceu para rabote ou para a trolha não deve manejar a penna. Bani os preconceitos de uma raça decadente, e as maximas da preguiça e da corrupção: o artista, o artifice e o artesão são tão bons obreiros na edificação da patria sublime como o padre, o magistrado e o soldado: o trabalho é força, a força intelligencia, e a intelligencia poder e divindade"..[31]
Pedro Américo
Victor Meirelles
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- "Meirelles atingiu a convergência rara das formas, intenções e significados que fazem com que um quadro entre poderosamente dentro de uma cultura. Essa imagem do descobrimento dificilmente poderá vir a ser apagada, ou substituída. Ela é a primeira missa no Brasil. São os poderes da arte fabricando a história"..[33]
Rodolfo Amoedo
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- "uma arte finamente expressora e menos materialista, em que exsudava a dominante de suas predilecções consubstanciadas num requinte mundano de existencia ou seja, para mais dizer – um certo epicurismo elegante, apprehendido na convivencia selecta de um meio culto, da supper-ten, fortemente abalado por crises sentimentaes, de fundo atavico"..[34]
Almeida Júnior
Outros artistas
Outros brasileiros notáveis também trabalharam dentro de linhas românticas, em pelo menos parte de suas carreiras. Entre eles Jerônimo José Telles Júnior, Aurélio de Figueiredo, Henrique Bernardelli, Antônio Parreiras, Antônio Firmino Monteiro, João Zeferino da Costa, Belmiro de Almeida, Eliseu Visconti, Arthur Timótheo da Costa, Pedro Weingärtner e Décio Villares.Obrigatória é a menção à grande quantidade de artistas estrangeiros que, depois daqueles precursores citados no trecho sobre a fundação do Romantismo nacional, de passagem ou radicando-se definitivamente no Brasil, deram uma contribuição importantíssima no período de apogeu da pintura romântica e do funcionamento da Academia Imperial, engajando-se na pintura histórica e divulgando a prática de um paisagismo ao ar livre, e também ensinando. Dentre estes pode-se citar Henri Nicolas Vinet, Georg Grimm e Nicola Antonio Facchinetti, paisagistas, Eduardo de Martino e Giovanni Battista Castagneto, marinista, e José Maria de Medeiros, Pedro Peres, Louis-Auguste Moreaux, François-René Moreaux e Augusto Rodrigues Duarte, pintores históricos.[36]
Legado
Da mesma forma que a definição das características e limites cronológicos do Romantismo internacional ainda não chegou a um consenso na opinião dos críticos de fora,[37] a análise da pintura brasileira da segunda metade do século XIX ainda é permeada de sutilezas, contradições e indefinições. Alguns hesitam diante da afirmação de seu valor e chegam a duvidar que se possa chamar essa produção verdadeiramente de romântica, pois possui nítidos traços neoclássicos e outros realistas, sofreu forte dirigismo político e está inextricavelmente ligada à Academia Imperial de Belas Artes, e sua história em larga medida se confunde com a dela. Essa opinião em suma depreciativa foi a que prevaleceu entre os historiadores da arte até bem avançado o século XX, porém os estudos mais recentes, realizados numa perspectiva histórica mais larga e compreensiva, parecem concordar que o estilo Romântico está bem caracterizado e teve um papel de grande importância em seu momento histórico, embora na verdade só possamos falar no Brasil de um "Romantismo acadêmico".[38]Assim como a Academia, o movimento sofreu ataques desde o fim do século XIX pelos escritores da geração mais nova, como Gonzaga Duque e Angelo Agostini, que viam seu idealismo utópico como anêmico, elitista, defasado, servil e por demais dependente da Europa, desconectado dos tempos modernos e sem maior relevo para a cultura nacional. Ao criticar as alegadas fraquezas do Romantismo nacional eles estavam desejando um rápido progresso artístico para sua pátria, mas careciam do distanciamento temporal necessário à imparcialidade e ao equilíbrio de julgamento. Analisando apenas o momento e o ambiente circunscrito em que viviam, aparentemente não levaram em conta os determinantes pregressos que conduziram o desenvolvimento artístico brasileiro no século XIX. Nem estimaram corretamente as possibilidades reais de renovação cultural em grande escala de um país que mal estava se consolidando como entidade independente e tinha uma longa e arraigada herança barroca que mesmo nos anos finais do século XIX ainda sobrevivia em várias regiões e em várias expressões da arte e da cultura populares, e que eram pouco afetadas pelo que acontecia na capital do Império.[39][40][41][42]
Apesar de todas as críticas que se possam levantar, e considerando que tudo teve de ser feito praticamente do nada, o que se produziu em pintura romântica na segunda metade do século XIX no Brasil pode bem ser considerado um triunfo, o triunfo de uma revolução estética que deixou marcas perenes na memória coletiva nacional e significou a entrada do país na modernidade. Quando se expuseram as Batalhas de Meirelles e Américo no Salão de 1879 seu impacto sobre o público foi imediato e espetacular, bastando dizer que foram visitadas ao longo de 62 dias por 292.286 pessoas, quando o Rio de Janeiro contava com pouco mais de 300 mil habitantes, um sucesso cujas proporções não foram superadas nem mesmo pelas modernas Bienais de São Paulo.[43] Foi com uma obra romântica, A Primeira Missa no Brasil , que o Brasil pela primeira vez foi representado no exigente Salão de Paris, e com A Batalha do Avaí um autor nacional conheceu pela primeira vez a fama no Velho Mundo, significando os primeiros passos, ainda que tímidos, para uma participação ativa do país no circuito internacional de arte. Essas e outras obras capitais do Romantismo, como a Moema, o Último Tamoio, Independência ou Morte!, a Fala do Trono, são as mais memoráveis reconstruções visuais da história brasileira. Seu prestígio popular jamais declinou, estão reproduzidas em todos os livros escolares e atingem um público de milhões de novos estudantes todos os anos, o que atesta com pouca margem para dúvidas o mérito dos seus autores, a eficiência desse estilo e a clarividência do projeto oficial por cuja força nasceram. O resgate do índio operado pelos românticos, e mais o retrato empático e positivo de outros tipos populares, representaram o primeiro movimento em direção a uma nova integração nacional, e o nacionalismo que dirigiu grande parte da produção romântica lançou as bases da moderna noção de brasilidade.[38][44][45]
Galeria
- Victor Meirelles: Moema, 1866. Museu de Arte de São Paulo
- Almeida Júnior: Fuga para o Egito, 1881. Museu Nacional de Belas Artes
- Telles Júnior: Paisagem. Museu do Estado de Pernambuco
- Antônio Firmino Monteiro: Santo, 1886. Museu Afro Brasil
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